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Aquarius (Kleber Mendonça Filho, 2016)

GUILHERME W. MACHADO Depois de uma série de exercícios formais (mais para rompimento com a forma, na verdade) que, por mais interessantes que fossem, sempre deram justamente essa impressão de um cinema mais preocupado em tencionar a narrativa do que realmente contar uma história, Kleber Mendonça Filho parece começar a encontrar alguma forma de equilíbrio com Aquarius . Não cabe a esse texto comparar esse novo trabalho com O Som ao Redor [2012], e minha colocação acima não é um veredito, apenas uma constatação de uma mudança bem específica, sutil. Como toda passagem, entretanto, perde-se algo na mesma medida em que se ganha.