GUILHERME W. MACHADO Fechando, então, minha seleção noir [confira aqui a primeira parte] , é a vez do chamado neo-noir. Filmes posteriores à época de ouro do gênero, entre os anos 40 e 50, mas que mantém referências claras ao mesmo e uma abordagem estilística semelhante, ainda que adaptada também ao cinema de seu tempo. Não há decréscimo de qualidade; por mais que o noir tenha há muito deixado de ser um gênero predominante, ele ainda é muito bem representado no cinema moderno, tendo sido constantemente reinventado - às vezes em exercícios narrativos bem interessantes - sob a ótica de grandes mestres, como Jean-Pierre Melville, Roman Polanski, Brian De Palma ou David Lynch, para ficar apenas em alguns.