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Film Noir [parte II]

GUILHERME W. MACHADO Fechando, então, minha seleção noir [confira aqui a primeira parte] , é a vez do chamado neo-noir. Filmes posteriores à época de ouro do gênero, entre os anos 40 e 50, mas que mantém referências claras ao mesmo e uma abordagem estilística semelhante, ainda que adaptada também ao cinema de seu tempo. Não há decréscimo de qualidade; por mais que o noir tenha há muito deixado de ser um gênero predominante, ele ainda é muito bem representado no cinema moderno, tendo sido constantemente reinventado - às vezes em exercícios narrativos bem interessantes - sob a ótica de grandes mestres, como Jean-Pierre Melville, Roman Polanski, Brian De Palma ou David Lynch, para ficar apenas em alguns.

Sicario: Terra de Ninguém (Denis Villeneuve, 2015)

GUILHERME W. MACHADO The crime you see now, it's hard to even take its measure. It's not that I'm afraid of it. I always knew you had to be willing to die to even do this job. But, I don't want to push my chips forward and go out and meet something I don't understand. A man would have to put his soul at hazard. He'd have to say, "O.K., I'll be part of this world”. (Xerife Ed Tom Bell, Onde os Fracos não têm Vez) Fiquei impressionado, enquanto assistia Sicario: Terra de Ninguém  no cinema, o quanto o novo filme de Denis Villeneuve tem em comum com uma das obras-primas dos irmãos Coen: Onde os Fracos não têm Vez [2007]. Fora a semelhança dos cenários e de membros da equipe envolvidos em ambos projetos (Josh Brolin e Roger Deakins), são dois filmes marcados pela incontrolável violência de um mundo moderno para o qual seus protagonistas ou não estão de forma alguma preparados, ou já foram totalmente absorvidos pelo mesmo. Tendo apontado isso, tra...