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Mostrando postagens com o rótulo Orson Welles

Melhores Filmes da Década de 60

GUILHERME W. MACHADO Continuação do projeto não-linear de cobrir décadas aqui no blog (links para as outras duas embaixo da postagem). Década absurda, talvez a minha favorita na história do cinema, a de 1960 era uma das que mais estive ansioso pra fazer. O problema que é comum em todas aqui é acentuado: alta densidade de obras-primas, fazendo com que seja complicado selecionar apenas 30 e quase impossível isolar apenas 10 (acabou que foram 11, tive que optar por um "empate" na décima posição). Por outro lado, o nível de excelência é notável, então espero que seja uma lista proveitosa.

Cidadão Kane (Orson Welles, 1941)

GUILHERME W. MACHADO Um filme complexo é, de certa forma, como a vida de um homem: não pode ser definido em uma palavra. No caso de Cidadão Kane , nem mesmo muitas palavras resolveriam, e, como há uma verdadeira abundância de textos sobre o mesmo na internet, prometo não me alongar num prolixo exercício de repetição enfadonho. Não uma crítica convencional, portanto, estruturei esse texto quase como um conjunto de observações acerca de algumas passagens específicas do filme (texto com SPOILERS) .

A Dama de Shanghai (Orson Welles, 1947)

GUILHERME W. MACHADO When I start out to make a fool of myself... there´s very little can stop me. Pode não ter toda a inovação de Cidadão Kane  [1940] ou a qualidade técnica embasbacante de A Marca da Maldade [1958], mas fato é que A Dama de Shanghai consegue figurar entre os grandes filmes de Welles, com sua mágica combinação de entretenimento com alta qualidade cinematográfica. Como é de costume do gênero noir, o filme abusa de uma trama cheia de reviravoltas e traições, propositalmente complicada e até confusa. Welles fez justiça, então, ao lado mais tradicional gênero (esse é o seu noir mais fiel), imortalizando ainda, junto de Gilda [1946], sua então esposa Rita Hayworth como uma das mais icônicas femmes fatales do cinema.

Top 50

LISTA DE: Guilherme W. Machado A ideia é lançar um top 50 desses por semestre, avaliando as mudanças a cada nova lista. Elas (as mudanças) sempre ocorrerão, e mostrarão a tendência maior que sinto naquele momento, às vezes mais para o lado do noir, as vezes mais pra nouvelle vague, giallo, western, neorrealismo, cinema mudo, etc, aparecendo mais exemplares de um ou mais desses gêneros dependendo  do que mais assisto naquele período. Também é bastante comum que de uma lista para a outra alterem-se, dentre outras coisas, alguns filmes por outros dos mesmos cineastas ou por outras obras de estilo semelhante (ex: As Noites de Cabíria por Estrada da Vida, ou À Beira do Abismo por Laura). O gosto cinematográfico (de todo mundo), afinal, está em constante mudança - espera-se que para melhor, mas isso nem sempre é verdade. Aqui vai: