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Mostrando postagens com o rótulo Wes Anderson

Retrospectiva: 1998

GUILHERME W. MACHADO Então, ano passado comecei esse projeto mais tarde e acabei (por falta de tempo mesmo) não conseguindo cobrir todos anos aniversariantes; em 2018 espero que seja diferente. Dou o pontapé inicial com o aniversariante de 20 anos, 1998. Ano no qual minha seleção conta com uma mistura um tanto bizarra de cineastas, mas forte a ponto de deixar de fora um punhado de filmes bem bacanas, como o divertido  Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes  (Guy Ritchie) ou o irregular mas grandioso  O Resgate do Soldado Ryan  (Steven Spielberg). Convenhamos, qualquer ano que reúna mestres como De Palma, Oliveira, Hou, Carpenter, Ferrara, Malick, Spielberg (mesmo que não tenha entrado na minha seleção, ainda é mestre), Ming-liang, tem que ser um ano forte.

CriticVideo - 8 Filmes do Oscar 2015

TEXTO DE: Guilherme W. Machado Aproximando-se do resultado do Oscar 2015, um dos mais incertos dos últimos anos, lanço aqui um panorama geral que envolve os 8 indicados à Melhor Filme,  arranjando-os em ordem de preferência. A proposta é tecer um breve comentário, acompanhado do respectivo trailer, sobre os 8 principais filmes da premiação - ainda que não sejam, indubitavelmente, os 8 melhores -, apresentando uma breve visão sobre cada um, assim como um quadro comparativo entre os mesmos, uma vez que estão listados em ordem de preferência e com notas atribuídas. OBS: Clique nos nomes dos filmes para ler nossas respectivas críticas completas.

O Grande Hotel Budapeste (Wes Anderson, 2014)

GUILHERME W. MACHADO     O meu passado é tudo quanto não consegui ser. Nem as sensações de momentos idos me são saudosas: o que se sente exige o momento; passado este, há um virar de página e a história continua, mas não o texto. (PESSOA, Fernando) Os livros de história documentam os eventos do passado, guerras, tratados, leis e civilizações; apenas a arte, todavia, é capaz de dar vida a esses elementos, traduzindo-os numa comunidade viva, com todos seus charmes e idiossincrasias. O Grande Hotel Budapeste é um filme sobre a passagem do tempo, sobre a mudança de eras. Wes Anderson adota um olhar nostálgico na criação dessa sua cativante fábula sobre a Europa nos anos 30, em contraposição ao olhar mais decadente para a mesma nos anos 60 e nos tempos atuais. O próprio tempo que provém o charme a uma época passada, uma vez que só se pode adotar um olhar saudosista sobre o que já passou, desvirtua-nos do mesmo, inevitavelmente.