Pular para o conteúdo principal

Oscar 2016 - Trailer Joy

Saiu essa semana o primeiro trailer de uma de nossas apostas prévias para a corrida do Oscar 2016, o novo longa metragem de David O. Russell (Lado Bom da Vida, Trapaça), Joy [2015]. Pelo trailer, percebe-se claramente que o protagonismo será exclusivo da atriz Jennifer Lawrence - diferentemente dos seus trabalhos anteriores com o diretor -, que é cotada com boas chances para ocupar uma das 5 vagas de indicação ao prêmio da academia. O filme conta ainda com Robert De Niro e Bradley Cooper, repetindo o quarteto (De Niro, Lawrence, O. Russell e Cooper) dos dois trabalhos anteriores.



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Interpretação do Filme Estrada Perdida (Lost Highway, 1997)

GUILHERME W. MACHADO Primeiramente, gostaria de deixar claro que A Estrada Perdida [1997], como muitos filmes de David Lynch, é uma obra tão rica em simbolismos e com uma narrativa tão intrincada que não é adequado afirmar tê-la compreendido por completo. Ao contrário de um deturpado senso comum, entretanto, creio que essas obras (aqui também se encaixa o mais conhecido Cidade dos Sonhos ) possuem sentido e que não são apenas plataformas nas quais o diretor simplesmente despeja simbolismos para que se conectem por conta própria no acaso da mente do espectador. Há filmes que mais claramente – ainda que não tão ao extremo quanto dito, pois não existe verdadeira gratuidade na arte – optam pela multiplicidade interpretativa, como 2001: Uma Odisseia no Espaço [1968] e Ano Passado em Marienbad [1961], por exemplo. Não acredito ser o caso dos filmes de Lynch, nos quais é possível encontrar (mediante um esforço do espectador de juntar os fragmentos disponíveis e interpretá-los) en...

Explicação do Final de Birdman

 (Contém Spoilers)                                            TEXTO DE: Matheus R. B. Hentschke    Se inúmeras vezes eu julguei Birdman como pretensioso, terei de ser justo e dizer o mesmo de mim, uma vez que tentar explicar o final de uma obra aberta se encaixa perfeitamente em tal categoria. Entretanto, tentarei faze-lo apenas a título de opinião e com a finalidade de gerar discussões acerca do mesmo e não definir com exatidão o que Iñarritu pretendia com seu final. 

Touro Indomável (Martin Scorsese, 1980)

GUILHERME W. MACHADO É louvável como Martin Scorsese conseguiu, principalmente no início de sua carreira, se equilibrar entre o cinema europeu "autoral" (não gosto muito da determinação, mas a uso na ausência de uma descrição mais clara), com claras influências da Nouvelle Vague francesa, e o cinema moderno americano, com clara influência do lendário John Cassavetes, o qual ele ajudou a moldar. Quem Bate à Minha Porta? [1969], Caminhos Perigosos [1973], Taxi Driver [1976], e Touro Indomável [1980] são alguns exemplos de filmes que ficaram no meio termo desses dois modos, antes totalmente opostos, mas que começavam a convergir de forma interessante a partir dos anos 70, de fazer cinema. Tido por muitos como a obra prima definitiva de Scorsese, Touro Indomável certamente é um marco no cinema americano e um filme de enorme influência.