Pular para o conteúdo principal

Vencedores do Emmy Awards 2015


Na noite deste domingo ocorreu a cerimônia de premiação do Emmy Awards, o "Oscar" da TV americana. Como o costume, o Emmy teve um clima mais light, com mais liberdade para os apresentadores e mais descontração por parte dos concorrentes e até vencedores. Segue, então a lista dos vencedores das principais categorias, com comentários abaixo:




SÉRIE DRAMÁTICA

Game of Thrones


DIREÇÃO DE SÉRIE DRAMÁTICA

David Nutter [Game of Thrones]


ROTEIRO DE SÉRIE DRAMÁTICA

D.B Weiss, David Benioff [Game of Thrones]


ATOR DE SÉRIE DRAMÁTICA

Jon Hamm [Mad Men]


ATRIZ DE SÉRIE DRAMÁTICA

Viola Davis [How to Get Away with Murder]


ATOR COADJUVANTE DE SÉRIE DRAMÁTICA

Peter Dinklage [Game of Thrones]


ATRIZ COADJUVANTE DE SÉRIE DRAMÁTICA

Uzo Aduba [Orange is the New Black]





SÉRIE DE COMÉDIA

Veep


DIREÇÃO EM SÉRIE DE COMÉDIA

Jill Soloway [Transparent]


ROTEIRO EM SÉRIE DE COMÉDIA

Simon Blackwell, Armando Iannucci and Tony Roche [Veep]


ATOR EM SÉRIE DE COMÉDIA

Jeffrey Tambor [Transparent]


ATRIZ EM SÉRIE DE COMÉDIA

Julia Louis-Dreyfus [Veep]


ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA

Tony Hale [Veep]


ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA

Allison Janney [Mom]




TELEFILME OU MINISSÉRIE

Olive Kitteridge


DIREÇÃO EM TELEFILME OU MINISSÉRIE

Lisa Cholodenko [Olive Kitteridge]


ROTEIRO EM TELEFILME OU MINISSÉRIE

Jane Anderson [Olive Kitteridge]


ATOR EM TELEFILME OU MINISSÉRIE

Richard Jenkins [Olive Kitteridge]


ATRIZ EM TELEFILME OU MINISSÉRIE

Frances McDormand [Olive Kitteridge]


ATOR COADJUVANTE EM TELEFILME OU MINISSÉRIE

Bill Murray [Olive Kitteridge]


ATRIZ COADJUVANTE EM TELEFILME OU MINISSÉRIE

Regina King [American Crime]


É curioso que o bem merecido reconhecimento de Game of Thrones tenha vindo justamente pela controversa 5ª temporada, que não foi tão bem recebida por muitos fãs da série. Fico feliz, até por ter sido um dos poucos defensores desta. Foi uma pena que Lena Headey (atriz que interpreta Cersei) ficou de mãos abanando para um repeteco de Uzo Aduba, que ganha pelo segundo ano consecutivo, com a diferença de que agora vence como "melhor atriz coadjuvante de série DRAMÁTICA", coisa que nunca vou compreender. Por outro lado, Peter Dinklage levou o seu segundo Emmy, numa categoria bastante disputada contra destaques como Jonathan Banks (Better Call Saul), Michael Kelly (House of Cards) e Ben Mendelsohn (Bloodline).

Entre as principais surpresas da noite - se bem que o Emmy sempre é surpreendente, por não haver um parâmetro confiável de previsão dos vendedores - destacaria a vitória de Veep (melhor série de comédia) sobre a favoritíssima Transparent. Uzo Aduba, como já foi dito, foi uma das maiores. A própria vitória massiva de Game of Thrones, concorrendo contra a última temporada da queridinha da academia, Mad Men, é inesperada, para dizer o mínimo.

Muitos dos favoritos, por sua vez, se confirmaram. Oliver Kitteridge dominou as premiações destinadas à minisséries ou telefilmes. Transparent e Veep dividiram os prêmios de comédia. Allison Janney confirmou sua boa fase com o Emmy, que ganha pelo segundo ano seguido por séries diferentes. Jon Hamm e Viola Davis levaram suas inéditas estatuetas de ator em série dramática e atriz em série dramática, respectivamente.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Interpretação do Filme Estrada Perdida (Lost Highway, 1997)

GUILHERME W. MACHADO Primeiramente, gostaria de deixar claro que A Estrada Perdida [1997], como muitos filmes de David Lynch, é uma obra tão rica em simbolismos e com uma narrativa tão intrincada que não é adequado afirmar tê-la compreendido por completo. Ao contrário de um deturpado senso comum, entretanto, creio que essas obras (aqui também se encaixa o mais conhecido Cidade dos Sonhos ) possuem sentido e que não são apenas plataformas nas quais o diretor simplesmente despeja simbolismos para que se conectem por conta própria no acaso da mente do espectador. Há filmes que mais claramente – ainda que não tão ao extremo quanto dito, pois não existe verdadeira gratuidade na arte – optam pela multiplicidade interpretativa, como 2001: Uma Odisseia no Espaço [1968] e Ano Passado em Marienbad [1961], por exemplo. Não acredito ser o caso dos filmes de Lynch, nos quais é possível encontrar (mediante um esforço do espectador de juntar os fragmentos disponíveis e interpretá-los) en...

Explicação do Final de Birdman

 (Contém Spoilers)                                            TEXTO DE: Matheus R. B. Hentschke    Se inúmeras vezes eu julguei Birdman como pretensioso, terei de ser justo e dizer o mesmo de mim, uma vez que tentar explicar o final de uma obra aberta se encaixa perfeitamente em tal categoria. Entretanto, tentarei faze-lo apenas a título de opinião e com a finalidade de gerar discussões acerca do mesmo e não definir com exatidão o que Iñarritu pretendia com seu final. 

Touro Indomável (Martin Scorsese, 1980)

GUILHERME W. MACHADO É louvável como Martin Scorsese conseguiu, principalmente no início de sua carreira, se equilibrar entre o cinema europeu "autoral" (não gosto muito da determinação, mas a uso na ausência de uma descrição mais clara), com claras influências da Nouvelle Vague francesa, e o cinema moderno americano, com clara influência do lendário John Cassavetes, o qual ele ajudou a moldar. Quem Bate à Minha Porta? [1969], Caminhos Perigosos [1973], Taxi Driver [1976], e Touro Indomável [1980] são alguns exemplos de filmes que ficaram no meio termo desses dois modos, antes totalmente opostos, mas que começavam a convergir de forma interessante a partir dos anos 70, de fazer cinema. Tido por muitos como a obra prima definitiva de Scorsese, Touro Indomável certamente é um marco no cinema americano e um filme de enorme influência.