Pular para o conteúdo principal

Top 10 - M. Night Shyamalan

GUILHERME W. MACHADO

Menino prodígio da virada do século, atualmente M. Night Shyamalan é o diretor "mais legal de se odiar". A obra do indiano  uma das mais fortes da sua geração de cineastas tornou-se alvo de críticas duríssimas e constantes quando esse decidiu que não queria mais só fazer suspenses com finais surpreendentes na carreira. Ao analisar o conjunto de filmes de Shyamalan, tendo como partida o famigerado O Sexto Sentido [1999]  apesar do diretor ter realizado dois filmes anteriores que não gozam de conhecimento popular , não é difícil perceber um conjunto de marcas autorais que fazem dele um diretor de personalidade. A Dama da Água [2006], por exemplo, não é um filme tão diferente assim de O Sexto Sentido [1999], e ambos tem pontos de contato com Depois da Terra [2013]. São três filmes sobre autodescoberta, nos quais os jovens protagonistas buscam entender sua função dentro de seus mundos (casualmente ou não, são três mundos diferentes), O Último Mestre do Ar [2010], com todos seus defeitos, segue essa mesma linha. Corpo Fechado [2000], embora seu protagonista não seja jovem, também é um filme sobre autodescoberta. Sinais [2002] e A Visita [2015], bem como TODOS citados acima, envolvem a questão do trauma e como ele afeta seus personagens. E por aí vai...

Pessoalmente, gosto da maioria desses filmes, mesmo reconhecendo alguns defeitos nestes de posições mais baixas na lista. O único que realmente me desagrada é O Último Mestre do Ar [2010], de resto gosto de todos, alguns considero obras-primas.





10. O Último Mestre do Ar [2010]



09. Fim dos Tempos [2008]



08. Depois da Terra [2013]



07. O Sexto Sentido [1999]



06. A Dama na Água [2006]




05. Fragmentado [2016]



04. A Vila [2004]



03. A Visita [2015]



02. Sinais [2002]



01. Corpo Fechado [2000]


--------------------------------------
OBS: Esse tipo de lista não é definitiva e está sujeita a mudanças, seja por revisão das obras já presentes ou para acréscimo de novas.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Interpretação do Filme Estrada Perdida (Lost Highway, 1997)

GUILHERME W. MACHADO Primeiramente, gostaria de deixar claro que A Estrada Perdida [1997], como muitos filmes de David Lynch, é uma obra tão rica em simbolismos e com uma narrativa tão intrincada que não é adequado afirmar tê-la compreendido por completo. Ao contrário de um deturpado senso comum, entretanto, creio que essas obras (aqui também se encaixa o mais conhecido Cidade dos Sonhos ) possuem sentido e que não são apenas plataformas nas quais o diretor simplesmente despeja simbolismos para que se conectem por conta própria no acaso da mente do espectador. Há filmes que mais claramente – ainda que não tão ao extremo quanto dito, pois não existe verdadeira gratuidade na arte – optam pela multiplicidade interpretativa, como 2001: Uma Odisseia no Espaço [1968] e Ano Passado em Marienbad [1961], por exemplo. Não acredito ser o caso dos filmes de Lynch, nos quais é possível encontrar (mediante um esforço do espectador de juntar os fragmentos disponíveis e interpretá-los) en...

Animais Noturnos (Tom Ford, 2016)

GUILHERME W. MACHADO O novo filme de Tom Ford – confesso que ainda não vi o seu primeiro, Direito de Amar [2009] – de cara traz, já nos créditos mesmo, todos os cacoetes que se esperaria de um filme dirigido por um estilista ou artista plástico (no caso, ele é a primeira opção). Tudo nessa primeira cena (trilha sonora, fotografia, direção de arte, etc) clama por uma noção de autoria, por uma atmosfera onírica, na vã tentativa de pegar emprestado um pouco da magia de um David Lynch, mas mais pelo prazer que essa proporciona ao ego do autor do que por alguma razão de ser. Porque, realmente, Animais Noturnos não é muito mais do que exibição e mímica, com muito na superfície e nada no âmago.

Explicação do Final de Birdman

 (Contém Spoilers)                                            TEXTO DE: Matheus R. B. Hentschke    Se inúmeras vezes eu julguei Birdman como pretensioso, terei de ser justo e dizer o mesmo de mim, uma vez que tentar explicar o final de uma obra aberta se encaixa perfeitamente em tal categoria. Entretanto, tentarei faze-lo apenas a título de opinião e com a finalidade de gerar discussões acerca do mesmo e não definir com exatidão o que Iñarritu pretendia com seu final.