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Mostrando postagens com o rótulo Alfred Hitchcock

Festim Diabólico (Alfred Hitchcock, 1948)

G.W. MACHADO Não deve ter precisado de muito para convencer Hitchcock a fazer Festim Diabólico . Essencialmente, é um filme sobre assassinato; mais do que isso, sobre a própria filosofia do assassinato. Como se não bastasse, ainda vinha acompanhado com o atrativo do desafio que era filmar num espaço bastante limitado, em tempo real (aspecto fundamental que já vinha com a peça) e manter a dinâmica necessária para um filme de suspense. Parece claro até hoje que era um projeto condenado: um "teatro filmado", pretensamente intelectualizado, marcado pelo ego de um diretor que na época estava mais preocupado em transformá-lo num projeto de vaidade. Tudo isso serve para nos mostrar o quão pouco valem nossos exercícios de antecipação, e que o cinema é realmente uma arte de combinações improváveis.

Melhores Filmes da Década de 60

GUILHERME W. MACHADO Continuação do projeto não-linear de cobrir décadas aqui no blog (links para as outras duas embaixo da postagem). Década absurda, talvez a minha favorita na história do cinema, a de 1960 era uma das que mais estive ansioso pra fazer. O problema que é comum em todas aqui é acentuado: alta densidade de obras-primas, fazendo com que seja complicado selecionar apenas 30 e quase impossível isolar apenas 10 (acabou que foram 11, tive que optar por um "empate" na décima posição). Por outro lado, o nível de excelência é notável, então espero que seja uma lista proveitosa.

Sob o Signo de Capricórnio (Alfred Hitchcock, 1949)

GUILHERME W. MACHADO Acredito que tenha sido um impulso subconsciente – embora não possa afirmar que não foi, de fato, uma escolha consciente – que levou Alfred Hitchcock a tantas vezes retratar a angústia de mulheres presas pelo casamento ou convenções sociais. Parando pra pensar, é um tema bastante prolífico na carreira do diretor, com uma listagem de obras surpreendentemente extensa, mas nunca de forma tão frontal quanto em dois filmes: Interlúdio [1946] e esse Sob o Signo de Capricórnio [1949]. Filmes que compartilham, além do diretor e desse tema específico, da mesma atriz, Ingrid Bergman.

Top 10 - Voyeur

GUILHERME W. MACHADO

Top 20 - Filmes Passados em Ambiente Único

GUILHERME W. MACHADO Essa lista é, na verdade, mais focada no conceito de " chamber film "* do que no rigorismo do ambiente único e exclusivo. Dentre esses 20 filmes escolhidos, você pode espernear e constatar que alguns têm passagens em ambientes secundários, mas todos eles tem o arco central de seus enredos desenvolvidos num cenário específico - ok, talvez Stagecoach tenha sido demais - que ocupa a maior parte da obra. Os chamber films (se há algum termo equivalente utilizado na língua portuguesa eu desconheço) me atraem bastante pelo foco nos personagens e a constante sensação de urgência que costumam trazer. É um dispositivo narrativo muito versátil - basta constatar a imensa diferença entre os filmes aqui listados - e que demanda muito do diretor, que encara o desafio de fazer o melhor possível dentro de suas limitações espaciais; não à toa que os grandes mestres costumam destacar-se nesse tipo de filme.

100 Grandes Cenas do Cinema (26-50)

LISTA DE: Guilherme W. Machado Com desculpas pelo grande atraso (tive problemas de tempo nessas últimas semanas), mas aqui está [finalmente] a penúltima parte da minha lista de cenas. Aproveitem, contestem, opinem, enfim:

Psicose (Alfred Hitchcock, 1960)

GUILHERME W. MACHADO   OBS: Esse texto revela segredos da trama (SPOILERS), não leia antes de ver o filme. Norman Bates: It's not like my mother is a maniac or a raving thing. She just goes a little mad sometimes. We all go a little mad sometimes. Haven't you? Marion Crane: Yes. Sometimes just one time can be enough.     Pessoas imperfeitas em situações extremas. Marion Crane (Janet Leigh) sempre fora uma jovem responsável, mas que começa a ser atordoada pelo fantasma do casamento, enquanto seu namorado Sam Loomis (John Gavin) está enterrado em dívidas, o que impossibilita o matrimônio. Norman Bates (Anthony Perkins) é um jovem dono de um pequeno motel de estrada que cresceu reprimido pela sua mãe controladora que o mantém preso à sua infância. Psicose mostra como qualquer pessoa, nas circunstâncias certas, pode ser levado à ações irracionais.

Top 50

LISTA DE: Guilherme W. Machado A ideia é lançar um top 50 desses por semestre, avaliando as mudanças a cada nova lista. Elas (as mudanças) sempre ocorrerão, e mostrarão a tendência maior que sinto naquele momento, às vezes mais para o lado do noir, as vezes mais pra nouvelle vague, giallo, western, neorrealismo, cinema mudo, etc, aparecendo mais exemplares de um ou mais desses gêneros dependendo  do que mais assisto naquele período. Também é bastante comum que de uma lista para a outra alterem-se, dentre outras coisas, alguns filmes por outros dos mesmos cineastas ou por outras obras de estilo semelhante (ex: As Noites de Cabíria por Estrada da Vida, ou À Beira do Abismo por Laura). O gosto cinematográfico (de todo mundo), afinal, está em constante mudança - espera-se que para melhor, mas isso nem sempre é verdade. Aqui vai:

Top 20 - Alfred Hitchcock

GUILHERME W. MACHADO Já chegou um ponto em que não consigo mais me conter ao fazer uma lista do maior diretor de todos tempos. 10 é impossível, 15 indesejável, 30 seria legal, mas um abuso do formato, então fiquei com top 20 por enquanto. Fato é  –  e verdadeiramente não digo isso só pelo impacto de dizer  – que  não há ordem correta, dentro de pouco tempo eu poderia reformular essa lista e constatar que Pacto Sinistro (que ficou em décimo nono, um absurdo!), ou Marnie (décimo sétimo) deveriam figurar no top 10, e isso seria completamente plausível com todos filmes aqui presentes. Quantos diretores, vivos ou mortos, tem tantas obras primas fora de um top 10 seu? Nenhum que eu conheça.

Filmes Favoritos

 Como todo cinéfilo, não aguento a tentação de fazer uma lista dos meus filmes favoritos, por mais impossível que seja essa tarefa. Uma lista desse tipo sempre está sujeita a fase em que a pessoa se encontra, então é normal que hajam, de tempos em tempos, mudanças (não gritantes, lógico) nesse grupo de favoritos. Escolher apenas 10 filmes - como fazem a maioria das listas - é enlouquecedor, por isso farei uma lista com 20. Ainda assim dá para se contorcer com filmes deixados de fora, mas se torna mais aceitável. A ordem está o mais próxima da minha preferência que consegui; entretanto, quando se gosta de certos filmes nesse nível, fica difícil distinguir qual é melhor que qual. Também tem o fato de cada filme ter uma história pessoal para a pessoa que o assiste, podendo significar mais para um do que para outro; isso não é, todavia, justificativa para por qualquer coisa numa lista de filmes favoritos, mas dá embasamento para certas escolhas.  Acho que a lista ficou bem variad...

Um Corpo que Cai (Alfred Hitchcock, 1958)

GUILHERME W. MACHADO - Of all the people who have been born... and have died... while the trees went on living. – Their true name is Sequoia Sempervirens: always green, ever-living. – I don't like them. – Why? – Knowing I have to die...  Não há filme que não seja mais valorizado quando assistido no cinema; essa obra prima de Hitchcock, entretanto, clama pela telona, que potencializa muito seu efeito sobre o espectador. Um Corpo que Cai continua sendo maravilhoso em home vídeo, sem dúvidas, mas só quando se tem o privilégio de assisti-lo numa sala de cinema é que se percebe plenamente toda sua grandiosidade. Nota-se já nos créditos iniciais (muito interessantes, por sinal) o grau de imersão que Hitchcock busca.  Nunca haverá uma lista dos maiores filmes de todos os tempos sem que haja discórdia; a da revista Sight and Sound , todavia, é de longe a mais respeitada e mais bem feita até o atual momento. Essa lista dupla – dividida entre lista dos críticos e do...