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Mostrando postagens com o rótulo Guerra

Dunkirk (Christopher Nolan, 2017)

GUILHERME W. MACHADO Ao dar uma entrevista sobre a versão estendida do relançamento de seu Aliens - O Resgate  (1986), James Cameron a descreveu, muito habilmente, como "alguns quilômetros a mais numa estrada ruim", referindo-se ao ritmo intenso e sufocante de suspense do filme. Não parece ser muito diferente do objetivo que move Christopher Nolan na realização do seu novo Dunkirk : o de fazer um filme de guerra pelo prazer estético e sensorial de fazer, sem construção de personagens, sem nenhuma mensagem plenamente formada, quase sem um enredo propriamente dito. Apenas quase 2h de uma estrada ruim, ou de um voo turbulento.

7 Guerras, 7 Diretores, 7 Filmes

LISTA DE: Guilherme W. Machado Enfim, a proposta é bem auto-explicativa: montei essa lista pensando em reunir 7 filmes de diferentes diretores e que abordassem cada um uma guerra diferente. A proposta inicial era fazer um simples top 10 de filmes de guerra, mas me defrontei com um resultado bem repetitivo, com diretores como Stanley Kubrick ou David Lean aparecendo mais de uma vez e quase toda lista com filmes da guerra do vietnã ou das guerras mundiais. Optei, portanto, por uma lista menor, com uma proposta mais variada (ainda que haja um decréscimo na qualidade das obras, pela obrigação de eliminação), o que me deu a opção de fazer pequenos comentários sobre cada escolha, algo pouco prático em listas maiores.

Sniper Americano (Clint Eastwood, 2014)

GUILHERME W. MACHADO O que faz um herói? Adotando uma proposta menos radical do que a do clássico de Martin Scorsese ( Taxi Driver , 1976), Clint Eastwood desconstrói o típico herói americano, puxando desde suas origens até o fim de sua trajetória, mostrando-nos uma ótica que nem sempre corresponde com a idealização feita sobre o ídolo popular. Clint pode ser uma personalidade pública de opiniões fortes e de visão política abertamente republicana; durante sua carreira sempre se destacou, entretanto, por sua imparcialidade como diretor – sobre os mais diversos assuntos – e seu total respeito pelo ser humano e seus direitos, vide filmes como Invictus (2009), Gran Torino (2008) e Cartas para Iwo Jima (2006). Acredito piamente que há, pelo menos sempre deveria haver, um distanciamento entre a pessoa privada e a pessoa artística que estende-se, também, às obras.

CriticVideo- Corações de Ferro

Diretor : David Ayer //  Roteiro : David Ayer //  Elenco Principal : Brad Pitt, Jon Bernthal, Shia LaBeouf, Michael Peña, Logan Lerman//  Gênero : Ação/ Drama/ Guerra //  Nacionalidade : Estados Unidos, China, Reino Unido //  Duração Aproximada : 134 min TEXTO DE: Matheus R.B. Hentschke Essa é a estreia da mais nova seção do CriticPop chamada CriticVideo (sim, segunda do ano, a outra foi a Música do Mês). Nessa categoria será postada uma pequena crítica acerca de algum filme visto pelos escritores do blog, acompanhado de algum vídeo referente a película analisada. Tal recurso foi criado após percebermos que, nesse período pré-oscar, se tornou impossível acompanhar todos os filmes da premiação e mais outros que estrearam junto e que são de interesse do público também. Além disso, durante o ano será um recurso valioso o CriticVideo, em virtude dos mais diversos compromissos que se acumulam ao decorrer dos me...

O Jogo da Imitação (Morten Tyldum, 2014)

GUILHERME W. MACHADO O Jogo da Imitação confronta-se com uma tarefa quase tão difícil quanto a de seu protagonista: entrar na mente de um homem “extraordinário” (no sentido literal da palavra) e torná-la compreensível para as pessoas “ordinárias”. No início da década de 60, um cineasta visionário buscou algo semelhante, filmando um dos mais espetaculares estudos de personagem da história do cinema acerca de um personagem real e durante uma guerra real, essa obra segue como referência até hoje: Lawrence da Arábia (David Lean, 1962). Infelizmente, as semelhanças entre o novo filme da Weinstein Company e o clássico de Lean limitam-se apenas à ambição, passando longe da realização.

Apocalypse Now (Francis Ford Coppola, 1979)

GUILHERME W. MACHADO “You smell that? Do you smell that? Napalm, son. Nothing else in the world smells like that. I love the smell of napalm in the morning. You know, one time we had a hill bombed, for 12 hours. When it was all over, I walked up. We didn't find one of 'em, not one stinkin' dink body. The smell, you know that gasoline smell, the whole hill. Smelled like . . . victory. Someday this war's gonna end.” O grande clássico de guerra de Coppola começa com uma das mais fantásticas cenas de aberturas já vistas. O ataque de napalm embalado com a famosa música The End, do grupo The Doors, é sinistramente envolvente e exerce, já de princípio, o efeito desejado pelo filme. Apenas vendo esta cena já se tem uma noção do que está por vir, e o filme não desaponta. Fato é que Apocalypse Now , apesar de ser amplamente reconhecido como símbolo do gênero, não é um filme de guerra típico. Ele explora o que há de mais cruel e obscuro no interior de cada um ...