Pular para o conteúdo principal

Top 20 - Filmes Passados em Ambiente Único

GUILHERME W. MACHADO

Essa lista é, na verdade, mais focada no conceito de "chamber film"* do que no rigorismo do ambiente único e exclusivo. Dentre esses 20 filmes escolhidos, você pode espernear e constatar que alguns têm passagens em ambientes secundários, mas todos eles tem o arco central de seus enredos desenvolvidos num cenário específico - ok, talvez Stagecoach tenha sido demais - que ocupa a maior parte da obra. Os chamber films (se há algum termo equivalente utilizado na língua portuguesa eu desconheço) me atraem bastante pelo foco nos personagens e a constante sensação de urgência que costumam trazer. É um dispositivo narrativo muito versátil - basta constatar a imensa diferença entre os filmes aqui listados - e que demanda muito do diretor, que encara o desafio de fazer o melhor possível dentro de suas limitações espaciais; não à toa que os grandes mestres costumam destacar-se nesse tipo de filme.

* Chamber film seria um filme envolvendo um grupo de personagens (muitas vezes pequeno, mas não necessariamente), com temporalidade bem definida (geralmente curta) e num espaço físico limitado. São filmes que assemelham-se bastante à condição teatral, muitos são inclusive derivados de peças.


20. Trama Diabólica [Joseph L. Manckiewicz, 1972]


19. O Declínio do Império Americano [Denys Arcand, 1986]


18. Paixões em Fúria [John Huston, 1948]


17. Deus da Carnificina [Roman Polanski, 2011]


16. Amor [Michael Haneke, 2012]


15. Cães de Aluguel [Quentin Tarantino, 1992]


14. Um Convidado Bem Trapalhão [Blake Edwards, 1968]


13. A Pele de Vênus [Roman Polanski, 2013]


12. No Tempo das Diligências [John Ford, 1939]


11. Alien, O Oitavo Passageiro [Ridley Scott, 1979]


10. O Anjo Exterminador [Luis Buñuel, 1962]


09. Violência Gratuita [Michael Haneke, 1997]


08. Os Oito Odiados [Quentin Tarantino, 2015]


07. 12 Homens e uma Sentença [Sidney Lumet, 1957]


06. Quem tem Medo de Virginia Woolf? [Mike Nichols, 1966]


05. O Enigma de Outro Mundo [John Carpenter, 1982]


04. Janela Indiscreta [Alfred Hitchcock, 1954]


03. Persona [Ingmar Bergman, 1966]


02. A Mulher da Areia [Hiroshi Teshigahara, 1964]


01. Festim Diabólico [Alfred Hitchcock, 1948]


Comentários

  1. Dirigi um filme que é, quase todo, passado em um único ambiente: NAVALHA NA CARNE, com Glauce Rocha, Emiliano Queiroz e Jece Valadão.
    Extraído da obra de Plínio Marcos.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Interpretação do Filme Estrada Perdida (Lost Highway, 1997)

GUILHERME W. MACHADO Primeiramente, gostaria de deixar claro que A Estrada Perdida [1997], como muitos filmes de David Lynch, é uma obra tão rica em simbolismos e com uma narrativa tão intrincada que não é adequado afirmar tê-la compreendido por completo. Ao contrário de um deturpado senso comum, entretanto, creio que essas obras (aqui também se encaixa o mais conhecido Cidade dos Sonhos ) possuem sentido e que não são apenas plataformas nas quais o diretor simplesmente despeja simbolismos para que se conectem por conta própria no acaso da mente do espectador. Há filmes que mais claramente – ainda que não tão ao extremo quanto dito, pois não existe verdadeira gratuidade na arte – optam pela multiplicidade interpretativa, como 2001: Uma Odisseia no Espaço [1968] e Ano Passado em Marienbad [1961], por exemplo. Não acredito ser o caso dos filmes de Lynch, nos quais é possível encontrar (mediante um esforço do espectador de juntar os fragmentos disponíveis e interpretá-los) en...

Explicação do Final de Birdman

 (Contém Spoilers)                                            TEXTO DE: Matheus R. B. Hentschke    Se inúmeras vezes eu julguei Birdman como pretensioso, terei de ser justo e dizer o mesmo de mim, uma vez que tentar explicar o final de uma obra aberta se encaixa perfeitamente em tal categoria. Entretanto, tentarei faze-lo apenas a título de opinião e com a finalidade de gerar discussões acerca do mesmo e não definir com exatidão o que Iñarritu pretendia com seu final. 

Touro Indomável (Martin Scorsese, 1980)

GUILHERME W. MACHADO É louvável como Martin Scorsese conseguiu, principalmente no início de sua carreira, se equilibrar entre o cinema europeu "autoral" (não gosto muito da determinação, mas a uso na ausência de uma descrição mais clara), com claras influências da Nouvelle Vague francesa, e o cinema moderno americano, com clara influência do lendário John Cassavetes, o qual ele ajudou a moldar. Quem Bate à Minha Porta? [1969], Caminhos Perigosos [1973], Taxi Driver [1976], e Touro Indomável [1980] são alguns exemplos de filmes que ficaram no meio termo desses dois modos, antes totalmente opostos, mas que começavam a convergir de forma interessante a partir dos anos 70, de fazer cinema. Tido por muitos como a obra prima definitiva de Scorsese, Touro Indomável certamente é um marco no cinema americano e um filme de enorme influência.