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Mostrando postagens com o rótulo Metalinguagem

Animais Noturnos (Tom Ford, 2016)

GUILHERME W. MACHADO O novo filme de Tom Ford – confesso que ainda não vi o seu primeiro, Direito de Amar [2009] – de cara traz, já nos créditos mesmo, todos os cacoetes que se esperaria de um filme dirigido por um estilista ou artista plástico (no caso, ele é a primeira opção). Tudo nessa primeira cena (trilha sonora, fotografia, direção de arte, etc) clama por uma noção de autoria, por uma atmosfera onírica, na vã tentativa de pegar emprestado um pouco da magia de um David Lynch, mas mais pelo prazer que essa proporciona ao ego do autor do que por alguma razão de ser. Porque, realmente, Animais Noturnos não é muito mais do que exibição e mímica, com muito na superfície e nada no âmago.

A Visita (M. Night Shyamalan, 2015)

GUILHERME W. MACHADO Deve ser complicado, artisticamente falando, para alguns diretores ter sua personalidade tão em evidência. Chega um ponto em que seus filmes são julgados – pelo menos no nível popular, mas muitas vezes pela própria crítica – pela sua persona pública. Woody Allen sofre disso mais do que qualquer outro, Clint Eastwood experimentou a sensação com Sniper Americano [2014], Lars Von Trier busca se beneficiar disso e acaba transformando-se num bobo da corte, e M. Night Shyamalan sofre por dois extremos: o daqueles que têm alta expectativa de ver outro Sexto Sentido [1999] – filme endeusado desproporcionalmente –, ou o daqueles que acham que o diretor apenas fará filmes como O Último Mestre do Ar [2010].  

Fedora (Billy Wilder, 1978)

GUILHERME W. MACHADO A imagem e seu infinito poder contemplativo. A consolidação de uma imagem, de um símbolo, na eternidade, através da morte, ou da arte. A juventude eterna, beleza eterna. Fedora é uma mulher que vive da imagem, e para ela.

Birdman OU A Inesperada Virtude da Ignorância (Alejandro González Iñarritu, 2014)

GUILHERME W. MACHADO Há quase 7 décadas, um cineasta de ampla ambição e enorme ego adotou a controversa ideia de realizar um filme sem cortes, ou que parecesse como tal (uma vez que tal ato não era possível por causa do tamanho dos rolos de filme). Hitchcock podia até ser um diretor megalomaníaco, mas fato é que seu Festim Diabólico (1948) acabou se tornando uma obra-prima ímpar na história do cinema. Se Birdman terá essa longevidade, ainda não posso afirmar, mas sua relação com o filme anteriormente citado é inevitável – e sei que não sou o primeiro e nem serei o último a fazê-la. Iñarritu, como Hitchcock, é um cineasta egocêntrico e que busca a grandiosidade e o reconhecimento em todos os momentos. Com Birdman ele entrega uma obra à nível de suas pretensões.

Top 20 Metalinguagem

Tema riquíssimo pelo qual tenho um grande interesse. A interação das artes já gerou uma boa quantidade de obras primas e costuma ser, no mínimo, muito interessante. Inicialmente pensei numa lista mais enxuta, com 10 filmes; preferi, entretanto, expandí-la um pouco com o intuito de abranger uma maior variedade de abordagens metalinguísticas, não me limitando apenas à metalinguagem de cinema com cinema - que, inevitavelmente, é a mais frequente na lista -, mas abrindo espaço para alguns exemplares de metalinguagem com outras formas de arte, como o teatro e a literatura. Além disso, com uma lista maior foi possível notar como a metalinguagem pode ser aproveitada em diferentes gêneros cinematográficos que não apenas o drama e a comédia. 20. Na Mira da Morte (1968)   - Peter Bogdanovich 19. Cantando na Chuva (1952)   - Gene Kelly, Stanley Donen 18. A Noite Americana (1973)   - François Truffaut 17. Prisão (1949)   - Ingmar Bergman ...

Assim Estava Escrito (Vincente Minnelli, 1952)

GUILHERME W. MACHADO "- Jonathan, will you marry me?- Not even a little bit." Poucos filmes equilibraram com tanta proeza os encantos e as imperfeições da indústria cinematográfica de Hollywood como Assim Estava Escrito. Minnelli se vale de um apanhado de ironias e imoralidades para contar, sempre com elegância, a história de ascensão e decadência de um homem cujo "único" defeito era querer fazer os melhores filmes possíveis, independentemente dos danos emocionais causados nos envolvidos. Evidentemente que muito se esconde por trás da ambientação da indústria cinematográfica. Temas universais como ambição e paixão tem destaque na obra, dando-a uma substância (nesse caso, dramaticidade) necessária – coisa que uma história puramente irônica dificilmente terá, mas que aqui foi muito bem vinda. Jonathan Shields (Kirk Douglas) é um ambicioso – e apaixonado – produtor de cinema que se encontra em baixa e precisa recuperar sua, outrora imensa, fama. P...